PPPs em Saneamento podem movimentar R$ 20,3 bilhões em 2026
08 de janeiro de 2026
O ano de 2026 pode consolidar o maior volume de Parcerias Público-Privadas (PPPs) já levado ao mercado no setor de saneamento desde a entrada em vigor do marco legal, em 2020. A expectativa é de que quatro grandes projetos sejam licitados, com potencial para atender 477 municípios e mobilizar cerca de R$ 20,3 bilhões em investimentos, superando, em um único ano, os resultados acumulados das PPPs estruturadas nos últimos seis anos.
As PPPs em saneamento têm se caracterizado por um modelo híbrido, no qual as companhias públicas permanecem responsáveis pela distribuição de água e pela gestão comercial, enquanto o parceiro privado assume, em regra, a coleta e o tratamento de esgoto. Esse desenho busca acelerar investimentos justamente no segmento com maior déficit de atendimento e maior demanda de capital, preservando a estrutura pública nas atividades consideradas menos intensivas em aportes.
O projeto mais avançado é o de Goiás, conduzido pela Saneago, com leilão previsto para março de 2026. A concessão administrativa abrange serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios, organizados em três blocos, com investimentos estimados em R$ 6,3 bilhões. A estruturação contou com apoio técnico do BNDES, e o critério de seleção será o menor valor de contraprestação pública, mecanismo que tende a mitigar impactos tarifários.
A ampliação desse modelo decorre, em grande parte, de ajustes regulatórios promovidos em 2023, que afastaram o limite de subdelegação antes imposto às PPPs, abrindo espaço para maior participação privada sem afastar as estatais do setor. Além de menos complexas do que concessões plenas, as PPPs oferecem maior previsibilidade regulatória e financeira, criando condições para a expansão dos investimentos e o avanço das metas de universalização previstas no marco legal.
As PPPs em saneamento têm se caracterizado por um modelo híbrido, no qual as companhias públicas permanecem responsáveis pela distribuição de água e pela gestão comercial, enquanto o parceiro privado assume, em regra, a coleta e o tratamento de esgoto. Esse desenho busca acelerar investimentos justamente no segmento com maior déficit de atendimento e maior demanda de capital, preservando a estrutura pública nas atividades consideradas menos intensivas em aportes.
O projeto mais avançado é o de Goiás, conduzido pela Saneago, com leilão previsto para março de 2026. A concessão administrativa abrange serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios, organizados em três blocos, com investimentos estimados em R$ 6,3 bilhões. A estruturação contou com apoio técnico do BNDES, e o critério de seleção será o menor valor de contraprestação pública, mecanismo que tende a mitigar impactos tarifários.
A ampliação desse modelo decorre, em grande parte, de ajustes regulatórios promovidos em 2023, que afastaram o limite de subdelegação antes imposto às PPPs, abrindo espaço para maior participação privada sem afastar as estatais do setor. Além de menos complexas do que concessões plenas, as PPPs oferecem maior previsibilidade regulatória e financeira, criando condições para a expansão dos investimentos e o avanço das metas de universalização previstas no marco legal.

